terça-feira, 18 de maio de 2010

Amor e Limite...

Participo de grupo de pais que trocam ideias sobre filhos e educação.
No grupo há pais com filhos pré adolescentes e os conflitos e dúvidas são muitos. A maioria está perdida diante do filho.
Em uma das reuniões até sugeri um livro bem simples e de uma clareza enorme "Encurtando a Adolescência" de Tânia Zagury.
Penso que estabelecer um vínculo de amor e limite com os filhos desde pequenos é essencial para termos uma adolescência menos tumultuada.
Li este artigo e citei algumas partes importantes.
"O castigo físico não é uma alternativa inteligente.
— A puberdade costuma deixar os pais desprevenidos e os fazem se sentir desamparados — assegura a pedagoga e psicóloga Montserrat Doménech."
"Segundo a especialista, soluções que eram eficazes para resolver os conflitos com uma criança podem ser inúteis para lidar com um adolescente principalmente porque a fase é excessivamente mitificada por muitos pais, que consideram o período muito mais difícil do que é na realidade. Em geral, os adultos esquecem que a etapa pode ser enriquecedora para eles mesmos, porque é repleta de desafios pessoais e descobertas às vezes divertidas."
"— É muito importante educar com empatia e conhecer os gostos e tendências dos jovens, mas os papéis de pais e filhos devem se manter separados — diz e pedagoga."
"Mas, como os pais prestes a um ataque de nervos devem tratar um filho que parece totalmente fora de controle? E o que fazer quando a única e derradeira solução parece ser levantar a mão e dar uma palmada?"
"O tapa não tem valor educativo e, em vez de ajudar a resolver os conflitos, só serve para que o adulto se desafogue."
"O conselho, então, é não se envolver em discussão quando o adolescente está fora de si. Qualquer resposta que os pais lhe deem pode ser usada para reforçar os argumentos. Além disso, enquanto durar a briga, o jovem terá esperanças de fazer sua própria vontade e continuará pressionando os adultos."
"— Depois da raiva passageira é o momento de falar com seu filho sobre o problema. Você pode surpreendê-lo — sugere Montserrat."
"— Em vez de insistir no que é proibido, é melhor lembrá-los o que lhes é permitido e a responsabilidade que devem assumir a respeito deles mesmos em relação aos adultos — aconselha."
ZERO HORA - MEU FILHO

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