segunda-feira, 19 de julho de 2010

Transtorno do Déficit de Natureza...

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Mais ou menos nesta época do ano passado li e postei um texto de uma pedagoga que falava sobre como crianças que moravam em apartamento, tinham menos contato com a natureza e mais restrições dentro de casa, chegavam mais agitadas na escola. A necessidade de pular, correr e explorar o espaço parecia mais intensa. Muitas vezes tais crianças eram encaminhadas a avalições e diagnosticadas como hiperativas e com déficit de atenção. E, ritalina nelas...
Adorei e concordei com a idéia.
Este final de semana li sobre o autor americano Richard Louv que cunhou o termo Transtorno do Déficit de Natureza para descrever o dano causado a crianças que não experimentam o mundo natural.
Já faz cinco anos que Louv publicou Last Child in the Woods (A Última Criança nos Campos, em tradução livre), best-seller nos EUA que explora o que acontece, aos indivíduos e à sociedade, quando as novas gerações param de brincar em meio à natureza. 
Transtorno do Déficit de Natureza, como chamou.
A obesidade é o mais visível dos problemas, mas há um corpo crescente de pesquisa mostrando que o tempo gasto no mundo natural tem um impacto significativo mais amplo do que o bem-estar físico.
Crianças podem crescer bem sem a natureza, mas, com isso, há um aumento notável em distúrbio de déficit de atenção, habilidade de aprendizado, criatividade e saúde mental, psicológica e espiritual. 
Louv destaca que, em algumas escolas dos EUA, mais de 30% dos alunos usam ritalina.
– Perdi a conta do número de professores que me contaram o quão diferentes eles se tornam quando você os deixa saírem para explorar a natureza. A natureza é a ritalina deles – conta. 
E mais, quem vai se chatear em cuidar do planeta se não há mais ninguém com qualquer entendimento, interesse ou conexão com seu ambiente natural?
Fonte: Clic Rbs.

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