sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Sessão Patchwork- Marcelo Tas...

Espontaneidade...realmente não falta nas crianças...Cada situação! Tem que ter jogo de cintura, sempre a aproveitando a brecha pra educar...Sem tolhir criatividade, honestidade, originalidade...Lendo a coluna do Tas, refleti sobre o olhar que temos sobre eles, sobre saber ouví-los, ensinar e aprender...Aqui vão alguns retalhos...
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Imagem via Tinywhitedaisies
"Sou um cara de sorte. A vida profissional me levou, desde cedo, à convivência com crianças. Agora, um novo pinote na minha trajetória me coloca novamente diante desses seres elevados.
Em 1990, fui convidado para participar pela primeira vez de um projeto infantil na TV. Mesmo sem a abundância atual de entretenimento eletrônico, as crianças eram, como sempre foram, muito exigentes..."
"...Ao contrário dos adultos, elas falam o que pensam. É gente de uma sinceridade cruel e desconcertante. Quando uma criança não gosta de você, ela diz isso na sua cara, sem dó...."
"O Rá-Tim-Bum foi, e ainda é, um sucesso. Saí da experiência exausto e transformado... acreditava que minha missão com os pequenos estava completa. Que nada. Papai do céu me convoca novamente. Só que, desta vez, não é para fazer programa infantil. Com uma equipe de crianças vou fazer TV para adultos. Ou melhor, para toda a família – o que também inclui as crianças, claro."
"Para selecionar meus atuais “colegas de trabalho”, são entrevistados, separadamente, as crianças e seus respectivos pais. Mais de uma centena de entrevistas depois, uma constatação surpreendente. Na imensa maioria dos casos, a criança descrita pelos pais é absolutamente diferente da criança “de verdade”."

"Tenho convivido com garotos e garotas divertidos, disciplinados, expressivos... que são descritos pelos pais como tímidos, medrosos ou desobedientes. Sim, eu entendo, a convivência deles comigo é curta e bem diferente daquela do dia a dia dentro de casa. Mesmo assim, é um fato que tem merecido a minha reflexão sobre meus próprios filhos. Com qual lente eu olho para o meu filho e o descrevo para os outros? A imagem que tenho dele corresponde à visão que ele tem de si próprio? Aquilo que meu filho pensa sobre mim corresponde ao que eu penso que ele pensa sobre mim? 

Estou renovando meu olhar sobre a relação dos filhos e pais..."

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