sábado, 11 de maio de 2013

Sessão Patchwork- Dia das Mães...

Achei bem nostálgica e reflexiva a coluna de Célia Ribeiro...
 
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"A identificação natural de uma filha com a mãe começa na infância através dos brinquedos, quando a menina calça um sapato de salto alto e enfia-se num vestido de festa, andando diante do espelho e repetindo com as bonecas gestos e atitudes maternas no seu dia a dia. Ela quer ser como a mãe.
Diante de uma mulher de forte personalidade, bem dotada fisicamente e muito admirada, torna-se mais difícil que essa menina reconheça em si própria a possibilidade de ter a mesma chance. Mas também pode ser estímulo. De acordo com seus dons naturais, a filha tem, naquele modelo que parece inatingível, um desafio futuro repetido com metas diferentes.
Mesmo que as travessas de comida sejam trazidas da cozinha para a mesa por outra pessoa, há muita mãe que faz questão de servir cada um, permanecendo de pé para devolver o prato servido. Essa é a tendência natural de quem cozinha. Muitas vezes, a mãe nem pensa como é importante para a família que ela se sente à mesa, partilhando da refeição.
A mesa é hora de relax, hora de colocar os assuntos em dia, tentar divertir-se e confraternizar, ainda que, frequentemente, para quem cozinha, a prova dos alimentos resulte num consumo visual, que inclui, através do olfato, o aroma dos temperos. E lá se vai o apetite.
O tempo passa e a gente se surpreende, repetindo muitas atitudes da mãe - mesmo aquelas que nos chocavam na infância - e a citar às netas historias que ela nos contava como dicas positivas e negativas para bem levar a vida adiante."

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