quarta-feira, 26 de março de 2014

Sessão patchwork- Clarissa Corrêa...

Incrível!!! Faço das dela as minha palavras...Assino em baixo...rsrs...No texto, "Nas redes e na vida: a falta de noção das pessoas que me faz descer do salto", Clarissa comenta situações do nosso dia a dia...Impossível postar alguns retalhos...Tá aí na íntegra...
"Quando era pequena ouvia minha mãe dizer que educação vem de casa. É bem verdade que lá na nossa antiga residência recebi todas as instruções bem bonitinhas e decorei de trás pra frente e de frente pra trás, mas na prática nem sempre consigo ter toda a finesse necessária. Certas coisas me fazem perder a compostura.
O que me irrita (e muito) é a falta de noção das pessoas. Aqui no meu prédio tem gente que te vê no hall de entrada cheinha de sacolas e não é capaz de segurar a porta do elevador. Outros, educadíssimos, passam por você e não são capazes de dar bom dia, boa tarde ou boa noite. Fora os que deixam papel de bala cair no chão e não são capazes de juntar e colocar no lixo.
Nas filas da vida, todo mundo quer tirar alguma vantagem, contar uma história triste para passar na frente ou algo parecido. No mundo virtual, idem. Já percebeu que a internet abriu uma porta (e nunca mais conseguiu fechar) para quem adora dar um palpite sem ser convidado? Acho que o grande problema é a exposição. Você está ali mostrando sua vida, com ou sem retoques. E isso dá o (falso) direito de algumas pessoas dizerem o que quiserem. Mesmo que você não queira saber, mesmo que não pergunte, mesmo que feche os olhos, mesmo que diga que não se importa com a opinião do outro. Não tem problema: o outro se importa tanto com a opinião dele que precisa falar.
Veja bem, veja bem: sou fã da internet, acho que ela une as pessoas. Mas também separa. No Facebook todo mundo é bonito e legal, mas na vida real a coisa é um pouco (muito!) diferente. No Twitter todo mundo é a favor disso ou daquilo e no dia a dia você percebe que não é bem assim. No Facebook todo mundo quer ser seu amigo, mas você viu direitinho que naquele final de tarde, no supermercado, sua ex-colega de escola se escondeu atrás das melancias. Quem curte as suas fotos e dá pitaco furado nas suas postagens muitas vezes vira a cara para você no meio da rua. Sem a menor cerimônia.
Acho que está faltando um pouco mais de gentileza, respeito, educação. Falta a gente saber de cor e salteado até onde vai o nosso limite e onde começa o do outro. Só assim as coisas vão melhorar, só dessa forma o mundo vai se tornar um lugar mais agradável e bonito. Falta se colocar no lugar do vizinho, do colega, do irmão. E se perguntar: eu gostaria mesmo que alguém falasse dessa forma comigo? Eu gostaria mesmo que alguém não respondesse o meu desejo de bom dia? Eu gostaria mesmo de ver alguém que não tem a menor intimidade comigo se achar super-ultra-mega-power-maxi íntimo?
Tudo bem, reconheço que tenho meus dias ruins, mas nem por isso deixo de ser amável com quem me rodeia. É bem verdade que sou muito mais querida com quem é igualmente querido. Desculpe, não sou tão evoluída a ponto de tratar tão bem quem destrata os outros. Preciso me melhorar. Prometo que tentarei."
Via  ZH.

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