quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Sessão Patchwork- Ritalina, será que precisa mesmo?

Ainda guardo os meus "dodóis" com relação a uma época em que alguns ditos educadores, professores e entendidos no assunto diziam, "dá a ritalina, vai ver como tudo vai melhorar"... O "tudo" era ficar sentado o tempo desejado dos professores quando se tem 6 ou 7 anos, terminar o lanche e continuar sentado enquanto todos terminam, terminar as tarefas antes de todos e ficar bem quietinho sem causar alvoroço no restante...Então, pílula mágica para o bem geral da nação...Que bom que tive alguns anjinhos mostrando outros caminhos para mim...Mostrando que "pensar, agir e brincar fora da curva e da caixa", pode ser sinal de criatividade, inteligência, sensibilidade...E, que se bem conduzida a questão, ao invés de problema é desafio positivo para todos...Sim, tenho que me livrar dos "dodóis", também fazem mal a saúde...Lendo a coluna maravilhosa de Gisela Wajsko, Ritalina, será que precisa mesmo?, só tenho certezas de que fiz a coisa certa...Aqui alguns retalhos...
menino correndo de guarda chuva

Mas, leia na íntegra...http://revistacrescer.globo.com/Colunistas/Educar-para-a-Vida/noticia/2015/11/ritalina-sera-que-precisa-mesmo.html?folder_id=202
"Todo mundo conhece alguém que toma Ritalina – indicada como tratamento eficaz para transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDHA). O filho da vizinha, o sobrinho da amiga, o amigo do filho e até o próprio filho..."
"Com isso em mente, fui pesquisar como se diagnostica uma criança com TDHA. A coisa mais impressionante que encontrei foi uma tabela sugerida aos pais por uma associação qualquer para que eles pudessem ter uma ideia prévia da doença dos filhos. As questões iam da constatação simples de que a “criança não consegue prestar muita atenção a detalhes ou comete erros por descuido nos trabalhos da escola ou tarefas” até se a criança “sai do lugar na sala de aula ou em outras situações em que se espera que fique sentado”."
"Minha indignação com a comercialização da Ritalina é imensa, seja pela medicalização de crianças que pensam, agem e brincam fora da curva e fora da caixa, seja pela medicalização do sofrimento, da ansiedade e da angústia em relação a desafios enfrentados pelos adolescentes. Divergir e sofrer, para mim, é só o começo de uma vida intensa, na qual algumas relações e tarefas são interessantes e outras nem tanto. Mais ainda, acredito que o sucesso frente aos desafios acontece menos na calma alucinógena de certos medicamentos e mais na ansiedade e atropelos da vida real."

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