segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Boa Semana...


Via Casa Très Chic



Penso...

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Via betty's

Sessão Patchwork- Encrencas Domésticas...

Depois de uns bons dias de férias...Ano novo...Mudancinhas...Organizações...Meus últimos dias têm sido mais ou menos assim...Como conta Martha Medeiros em sua coluna "Encrencas Domésticas"...
"O chuveiro está esquentando demais. A pia da cozinha não para de pingar. A porta do armário não está fechando direito. A geladeira está fazendo um barulho estranho. O interruptor de luz está com mau contato. Os azulejos da área de serviço estão descolando da parede. Escorre água por baixo da máquina de lavar. A vizinha do andar de baixo está reclamando de uma infiltração no teto do banheiro dela, e adivinhe de quem é a culpa.
Está tudo 100% com seu doce lar? Nada quebrado, nada precisando de reparos, nenhuma necessidade de chamar o eletricista, o bombeiro hidráulico, um faz-tudo? Permita que eu abrace você, vá que sua sorte seja contagiosa.
Não moro num prédio em ruínas, mas mesmo jovens edifícios aprontam das suas. Não importa a idade, em que bairro, qual a situação do imóvel: sempre tem uma coisinha para consertar. E, assim que ela for resolvida, outra coisinha virá reclamar seus direitos. A umidade deixou manchas na parede. A basculante do banheiro está com o vidro trincado. O forno está custando para acender. O liquidificador está dando choque, não estará na hora de trocar?
Sempre está na hora de trocar, pintar, arrumar, dar um jeito. Sua casa deve ser que nem a minha, um ser vivo que pede atenção constante. Ou estarei pagando por erros cometidos em encarnações anteriores?
Na classificação das tragédias, consertos domésticos nem contam. Não tenho dúvida de que sou uma abençoada por ter, numa única semana, apenas trocado a bandeja do ar-condicionado, ficado sem internet por 24 horas por pane no modem e ter chamado meu fiel socorrista para reforçar alguns rejuntes. E nem estou considerando o barulho de uma furadeira vindo do apartamento ao lado, que isso já não faz parte do meu universo e não sou eu que pago a conta.
Melhor pular essa parte, a conta.
Está tudo bem e estou calma – mas entrou agora um e-mail pedindo para que eu imprima um documento e o assine. Isso significa que deverei utilizar minha impressora. Você tem uma impressora caseira? Diga que a sua não trava no meio da impressão, que não engole a folha de papel, que cumpre sua função como se fosse uma eficiente impressora de escritório. Me convença de que impressoras caseiras não fazem complôs e de que estou aqui, quase histérica, sem motivo.
Liguei a geringonça. Ela fez alguns barulhos similares ao início de uma batucada e depois silenciou. A luz que deveria ficar permanentemente acesa está piscando como quem alerta para uma explosão em 30 segundos. Tem sido assim nas últimas semanas. Clico em imprimir e nada acontece. Impressoras não fazem complôs, você me convenceu. Está tudo bem, estou calma e agora meu gato se dependurou na cortina, abrindo um rasgão. Adoro trabalhar em casa."

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Boa Semana...

 
Via Casa Très Chic

Sessão Patchwork- A Invisibilidade da Limpeza...

Faxinão de Natal...De final de Ano...Carpinejar tem razão...A Invisibilidade da Limpeza...Boa coluna...Boa reflexão pra começar a semana e terminar o ano...E, começar outro...
Imagem via Tumblr
"A solidão é como limpar a casa: ninguém percebe,por mais que tenhamos a vontade imperiosa de apresentar o que fizemos.Quando faxino a residência, sempre vou me decepcionar com a reação da esposa e dos filhos. Não entendo como ainda insisto, e eles não têm nenhuma obrigação de ficar me elogiando.Mas é que me esforcei desmesuradamente em colocar o lar em dia e gostaria de ser parabenizado, festejado,aplaudido.
Eu limpo os interruptores, passo um pano nos azulejos da cozinha, esfrego o teto, elimino manchas ancestrais das panelas,espano as estantes mais altas.Queria fazer uma exposição dos meus atos, uma visita guiada de museu pelo apartamento para meus familiares, mostrando, detalhe a detalhe do que realizei.
Imagino-me caminhando lentamente,com a comitiva atrás de mim, interessada por cada mudança sutil:– Aqui eu organizei as gavetas, aqui eu levantei a bancada para tirar o pó,aqui empurrei a geladeira e recolhi fragmentos de copos, aqui encerei com aquele produto novo, recomendo, é ótimo!, aqui esfreguei os vidros pelo lado de fora, acompanhe os cantos da veneziana...
Demonstraria o antes e o depois e reconstituiria toda a lavagem do ambiente.Como se fosse um corretor descortinando o apartamento pela primeira vez aos interessados.
Concluo que é uma tola quimera de minha parte.Eles entram pela porta, apressados de seus mundos, e apenas lançam um olhar geral e pouco curioso. Comentam, de modo resumido: – Que lindo!
Deu! Acabou o reconhecimento com uma breve fungada pelo perfume composto de lustra-móveis, vanilla e detergente.
Eles cheiram mais do que olham.Limpar a casa é ser invisível, é um contentamento muito particular, como a nossa solidão.Só você mesmo que segurou a vassoura ou controlou o tubo do aspirador saberá o quanto foi difícil retirar aquela cabeleira do ralo, não terá com quem partilhar, é um segredo. Só você mesmo que ficou de quatro esfregando o piso saberá o quanto o brilho é de lua cheia.Só você mesmo que usa a tática do jornal para transparecer a vidraça saberá oque significa a transparência. As pessoas somente notam quando a casa está bagunçada, jamais quando está limpa. Assim como você somente repara na geladeira quando algo apodrece dentro, jamais quando está carregada com as frutas generosamente lavadas. A faxina é a aceitação do tempo que temos que guardar para nós. É uma aula sobre amadurecimento. Transformamos a nossa personalidade não para agradar alguém, e sim porque sentimos vontade de melhorar. Mudanças silenciosas, porém necessárias. Nem tudo será reconhecido. Mesmo assim, faremos por conta própria, para a nossa satisfação.Há alegrias que são unicamente nossas.Não dependemos dos outros."

Bem Vindo Verão!!!

Via Tumblr
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