sábado, 26 de julho de 2014

Bom Final de Semana...

Via Tinywhitedaisies

Penso...

Via Tinywhitedaisies

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Sessão Patchwork- Uma vida melhor que a encomenda...

Refletindo com Martha Medeiros em: Uma vida melhor que a encomenda... 
Imagem via Tumblr
"Que dias! Quantas baixas na nossa literatura. Lamentei a morte de João Ubaldo, pois sempre dói a partida de quem ainda tinha muito a contribuir (a morte de um grande escritor é sua obra inacabada), e estou compadecida com a fragilidade da situação do espetacular Ariano Suassuna (em coma até o momento em que escrevo), porém usarei esta coluna para falar de uma ausência que me tocou mais profundamente: a do mineiro Rubem Alves, por quem eu tinha enorme afeição não só pelo que escrevia, mas pelo seu jeito terno, sua desafetação, sua raridade como ser humano. Quanto mais se grita e esperneia por aí, mais atenção eu dou aos singulares que brilham em voz baixa.
Domingo passado, comentei sobre o documentário Eu Maior, em que Rubem Alves também participou com seu testemunho. Entre outras coisas, ele contou que certa vez um garoto se aproximou dele para perguntar como havia planejado sua vida para chegar onde chegou, qual foi a fórmula do sucesso. Rubem Alves respondeu que chegou onde chegou porque tudo que havia planejado deu errado.
Planejar serve para colocar a pessoa em movimento. Se não houver um objetivo, um desejo qualquer, ela acabará esperando sentada que alguma grande oportunidade caia do céu, possivelmente por merecimento cósmico.
É preciso querer alguma coisa – já alcançar é facultativo, explico por quê.
Uma vez determinado o rumo a seguir, entra a melhor parte: abrir-se para os acidentes de percurso. Você que sonha em ser um Rubem Alves, é possível que já tenha começado a escrever num blog (parabéns, pôs-se em ação). No entanto, esses escritos podem conduzi-lo a um caminho que não estava nos planos. Dependendo do conteúdo, seus posts podem levá-lo a um convite para lecionar no Interior, a ser sócio de um bar, a estagiar com um tio engenheiro, a fazer doce pra fora, a pegar a estrada com um amigo e acabar na Costa Rica, onde conhecerá a mulher da sua vida e com ela abrirá uma pousada, transformando-se num empresário do ramo da hotelaria.
Não é assim que as coisas acontecem, emendando uma circunstância na outra?
A vida está repleta de exemplos de arquiteta que virou estilista, enfermeiro que virou pastor evangélico, estudante de Letras que virou maquiadora, publicitário que virou chef de cozinha, professor que virou dono de pet shop, economista que virou fotógrafo. Tem até gente que almejava ser economista, virou economista, fez uma bela carreira como economista e morreu economista. A vida é surpreendente.
Ariano Suassuna largou a advocacia aos 27 anos, João Ubaldo também se formou em Direito, mas nem chegou a exercer o ofício, e Rubem Alves teve até restaurante. Tudo que dá errado pode dar muito certo. A vida joga os dados, dá as cartas, gira a roleta: a nós, cabe apenas continuar apostando."

terça-feira, 8 de julho de 2014

Sessão Partchwork- Isabel Clemente...

Adorei a coluna da Isabel Clemente, Revista Época...Impossível não postar na íntegra...Texto que todos nós pais devemos ler...Para estarmos preparados e preparar nossos filhos diante de um "Comentário Infeliz"...Vindo de "um sem noção"...
Imagem via Tumblr
""A senhora pensa em operar as orelhas dela?", pergunta o médico para a mãe na frente da criança.
“Não porque até agora ela não estava preocupada com isso”, diz, irritada, a mulher.
“Daqui a pouco já pode fazer escova progressiva”, diz a atendente do cabeleireiro sobre o cabelo da criança. Atônita, a mãe sorri amarelo.
"Essa aí vai gastar dinheiro com depilação", comenta, rindo, uma senhora, enquanto a menina de 5 anos brinca feliz na loja de calçados.
Eu ouvi todos esses relatos de pessoas conhecidas. Certa vez testemunhei um adulto cumprimentando um garoto pequeno assim: "fala orelhudo!", enquanto o moleque pequeno revidava com raiva, socos e pontapés a grosseria e o homem ria. "Ei, estou brincando". No lugar do menino, eu também não acharia graça na piada.
Eles dois já se conheciam, mas gente capaz de fazer comentários infelizes surge do nada. Não te conhece mas se sente à vontade para externar observações desnecessárias sobre a aparência do seu filho, pior, na frente dele. Essas pessoas não foram chamadas na conversa, não têm intimidade contigo mas são capazes de demolir a autoestima infantil em segundos. Na falta do que dizer, perdem a chance de ficarem caladas.
Pode ser que a pessoa não seja assim tão grosseira. Normalmente, falam o que querem no diminutivo ("Peludinha ela, né?") ou embrulham o discurso ingrato numa pseudoempatia. "Eu também tinha esse cabelo crespinho e agora tá lisinho, viu?", como quem diz "você não precisa sofrer para o resto da vida”. Quem disse que a menina estava sofrendo?
Tem também os que se metem no regime das crianças. Diante de um menino acima do peso comendo brigadeiro não se aguentam. “Você não devia comer tanto doce porque já está muito gordinho”. Se não for o pediatra ou endocrinologista da criança, se nunca trocou a fralda da criatura, se nunca substituiu os pais em nenhuma ocasião nem fez o menino gargalhar de tanto se divertir, não tem o direito de falar algo assim por mais bem intencionado que esteja. Gente, não dá. Tem que ter muita psicologia, simpatia e presença de espírito para mandar bem num encontro tão fortuito com uma criança. É de demolir qualquer um.
Não são comentários inocentes. Entram pelo ouvido da criança como depreciação sem filtro. Compõem um atentado psicológico de efeito retardado. Vai se acumulando e ajudando a cultivar os traumas, que ninguém sabe de onde vêm. A criança passa a se rejeitar a partir de manifestações externas, sem empatia, sem amor, sem uma real preocupação com seu bem-estar. Se não for elogiar, não diga nada. Quanto mais chamativo for o motivo da observação, maior a chance de atingir um ponto fraco da criança.
Você pode ter se desdobrado na conversa mais criativa e profunda com seu filho tentando tirar da cabecinha dele uma preocupação fútil, mostrando que a vida não se resume a isso. E que para tudo tem jeito e, se não tiver, é hora de se olhar no espelho por um ângulo mais favorável, por exemplo, a simpatia e a inteligência - que vêm de dentro.
Você não quer, obviamente, que uma criança de seis anos se torne obsessiva com a ideia de fazer uma plástica, ou que sua menina odeie tanto o próprio cabelo a ponto de imaginar que ninguém vai querer brincar com ela por causa disso, muito menos que uma criança pequena fique sonhando com o primeiro dia de depilação ou com uma escova progressiva. Mas aí chega alguém de fora e mostra para teu filho, na prática, que, infelizmente, sempre haverá pessoas preocupadas sim com a futilidade que nos define.
Tudo isso pode ser muito pior diante de deficiências reais, como o olhar de comiseração diante de uma criança cadeirante. Tem gente capaz de te olhar com cara de enterro como quem diz "pena que não pode correr, não é?". Dependendo da situação, os pais deveriam estar autorizados a dizer "por favor, tire seu olhar do caminho porque estamos felizes hoje".
O mais difícil quando se trata de educar os filhos é ensinar a eles como lidar com o outro, esse imprevisível que cruza nossos caminhos nas mais variadas versões. Pode ser uma surpresa boa ou ruim. A depender do que solta pela boca.
Os espíritos de porco de plantão estão soltos e às vezes escolhem para vítima justamente o mais vulnerável. Crianças até sabem fazer malcriação, em casa, mas não têm respostinhas na ponta da língua à altura de situações verdadeiramente ingratas.
Eu sempre me pergunto o que leva um ser humano a apontar o dedo para o defeito do outro se não estiver em suas mãos ajudar de alguma forma. Comentários infelizes não ajudam, é bom deixar isso claro. Atrapalham bastante ainda mais quando chamam atenção para aquilo que não incomoda nem à própria criança. Parecem ter o único objetivo de afirmar para uma criança: "você não é tão perfeita quanto pensa".
O mundo pode ser cruel, sabemos disso. Nós nos esmeramos para dar educação, ensinar as crianças a cumprimentar, agradecer, falar baixo. Queremos seres dóceis e amáveis mas, nesses casos, sou adepta do "e daí". Vamos ensinar os nossos filhos a dar um curto e sonoro "e daí" caso se sintam incomodados, tristes ou desrespeitados com observações desse tipo lançadas por um adulto sem noção. É uma frase pequena, fácil de decorar e pode ser eficaz se nenhum adulto estiver do lado para defendê-los. Quem sabe assim alguns se sintam desestimulados a vitimarem novas crianças pelo caminho."

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Boa Semana...

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Via Bettyś

Sessão Patchwork- Tempo Parcelado...

Segunda-feira...Inverno...Chuva...Não tive como não lembrar da coluna do Carpinejar..."Tempo Parcelado em 30X Sem Juros"...Ai, ai, ai....


"Eu ponho o alarme do celular e acordo antes do primeiro toque. Odeio aquele barulho.
Meu relógio biológico é suíço, não erra, pontual desde que nasci.
Você deve estar perguntando por que ponho o alarme se não preciso dele. O alarme é uma espécie de segurança, para despertar em caso de morte ou coma.
Brincadeiras à parte, desperto cinco minutos antes do horário programado pelo prazer de desativar aquela bomba-relógio do meu dia. Já estou competindo com o que eu mesmo programei. Não tenho conserto, minha vida é criar rivalidades.
A questão é que sou cricri, colono, caxias. Não faço nenhum adiamento.
Tocou, acordei. Não negocio prazos com o meu corpo. Não viro para o lado fingindo que não é comigo.
Seja no inverno, seja no verão, seja cama quente, seja cama fria, não irei ronronar e babar no travesseiro por mais alguns instantes.
Para um poeta, sou bem prático. É manhã, acabou a mamata, tenho a obrigação de levantar e a responsabilidade de seguir meu trabalho.
Só que coço meu cotovelo em reverência aos preguiçosos.
Como queria ser aquele que arma o alarme e faz trinta sonecas até seu despertar. Trinta!
E não vê nenhum trabalho de pegar o alarme, responder o chamado e esperar tocar de novo.
É como atender trinta telefonemas no meio do sossego, e não se irritar, não xingar e não soltar um desaforo.
É gostar excessivamente de descansar. Não chamaria de descansar, o ato está mais próximo de hibernar.
Eu não consigo, talvez nem entenda, para mim não é mais sono, e sim contagem regressiva, ano novo, explosão de fogos.
Minha alma é de cachorro - perco a tranquilidade com barulhos estridentes.
Não recupero a fantasia com facilidade.
Por absoluta incompetência, o que me resta é invejar os ninjas do relógio.
A cada cinco minutos, o bichinho uiva e o dorminhoco não acorda, graceja, mexe no celular e fecha os olhos sucessivamente.
Que superioridade auditiva, que soberba onírica.
O trim trim trim não incomoda, a dormência não perde sua força de vontade.
É alguém que nasceu com Valium no sangue, com Rivotril no sangue.
É alguém com alto poder de concentração ou de alienação.
O aparelho tocará próximo ao travesseiro durante duas horas, numa espécie de pânico ritmado, e o sujeito somente ficará mais alegre. Alegre, incrivelmente alegre.
A pessoa raciocina: ainda tenho uma hora para dormir, ainda tenho meia hora para dormir, ainda tenho vinte minutos para dormir, ainda tenho dez minutos para dormir, ainda tenho cinco minutos para dormir.
São pequenas esperanças inventadas de um desespero. O que era castigo torna-se bônus.
Na minha lógica, ela está acordando trinta vezes. Na lógica dela, está dormindo trinta vezes.
Na minha lógica, acordar é ruim é ela não cansa de repetir. Na lógica dela, dormir é bom e ela não cansa de repetir.
Enquanto eu pago o tempo à vista, ela parcela o tempo em trinta vezes sem juros."

sábado, 28 de junho de 2014

Um Filho...

Linda a mensagem...Nunca tinha lido...Autor(a) desconhecido...Provavelmente uma mãe...Mãe como todas que amam seus filhos...
Imagem via Tinywhitedaisies

Ele é o nó no meu cabelo.
O esmalte descascado na minha unha,
as olheiras no meu rosto.
Ele é o brinquedo na gaveta de roupas,
o amassado nas páginas do meu livro,
o rasgado no meu caderno de anotações.
Ele é o melado no controle remoto,
o canal de televisão,
o filme no DVD.
Ele é o farelo no sofá,
As tesouras no alto.
Ele é o backup no computador,
o mouse escondido,
as cadeiras longe da janela.
Ele é a marca de mão nos móveis,
o embaçado nos vidros,
o desfiado nos tecidos.
Ele é o ventilador desligado,
a porta do banheiro fechada,
a gaveta da cômoda aberta.
Ele é o coque na minha cabeça,
o amarrotado nas roupas,
as frutas fora da fruteira,
os panos de prato amarrando os armários.
Ele é o meu shampoo cheio de água,
a espuma no chão do banheiro,
o brinquedo dentro da privada.
Ele é o interruptor nas tomadas.
Ele é o peixe no aquário,
a árvore de natal,
os “pisca-pisca” de todas as casas.
Ele é o círculo, o susto…
A primeira visão da lua no começo da noite…
O valor do trabalho, a vontade de aprender,
a minha força,
a minha fraqueza,
a minha riqueza.
Ele é o aperto no meu peito diante de uma escada,
a ausência de sono diante de uma febre.
Ele é o meu impulso, o meu reflexo, a minha velocidade.
O cheirinho no meu travesseiro, 
o barulho,
a metade, 
o azul.
Ele é o vazio triste no silêncio de dormir,
o meu sono leve durante a noite.
Ele é o meu ouvido aguçado enquanto durmo.
A minha pressa de levantar da cama,
a minha espera de bom dia.
Ele é o arrepio quando me chama,
a paz quando me abraça,
a emoção quando me olha.
Ele é meu cuidado, a minha fé,
o meu interesse pela vida,
a minha admiração pelas crianças,
o meu respeito pelas pessoas,
o meu amor por Deus.
É o meu ontem,
o meu hoje,
o meu amanhã.
Ele é a vontade,
a inspiração,
a poesia.
A lição, o dever.
Ele é a presença, a surpresa
a esperança.
A minha dedicação.
A minha oração.
A minha gratidão.
O meu amor mais puro e bonito.
A minha vida!

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Boa Semana...

Via Tinywhitedaisies

Sessão Patchwork- Morri...

Vou refletir bastante...As vezes é preciso...Para recomeçar..."Morri", com Martha Medeiros...
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"É uma das gírias do momento: Morri (mas dizem que já começa a cair em desuso, fenecendo ela própria). “Morremos” quando ficamos impactados por algo, quando um acontecimento nos tira o ar, quando não acreditamos no que estamos vendo, ou seja, quando parece que fomos para o céu. Sem fatalismo, é apenas uma gracinha. Tenho simpatia pelo uso corriqueiro e desestressado de tudo que invoque a palavra morte. Na mesma proporção, sinto um certo desprezo pela reverência aterrorizante que prestam a ela. Qual o problema, morrer? Não tenho medo da morte porque já morri muito. Não apenas em momentos quando cabia o uso da gíria (durante minha música preferida num show, quando me deparei com uma praia paradisíaca, quando ouvi algo que eu esperava escutar havia tempo), mas, muitas vezes, no sentido fúnebre mesmo: morri todas as vezes em que me frustrei, morri quando deixei a infância, morri quando deixei a puberdade, morri quando passei por finais de amor, morri quando passei adiante apartamentos em que vivi, morri por todas as minhas desistências, morri diante de cada tarefa terminada, morri quando machuquei algumas pessoas sem querer, morri nas inúmeras vezes em que fui machucada, morri tanto por ferimentos leves quanto por balaços à queima-roupa. E morri em solidariedade à morte dos outros, morri diante de tragédias que não foram comigo que aconteceram, morri pelas estatísticas, morri de vergonha alheia, morri pelo que passou raspando. Tudo o que acontece de triste a qualquer outro ser humano, passa rente a nós. Morri por excesso de sensibilidade e às vezes por um rigor desmedido, mesmo que, em termos genéricos, procure ver alguma graça em tudo. Agorinha mesmo, 10 minutos atrás, morri um pouquinho. Coisa de nada. Já voltei. Sem morte, não há vida. Quem não morre, não renasce, não volta mais atento, não volta mais amoroso, não volta mais experiente, não volta. Vira cadáver já na primeira morte, que pode ter acontecido aos cinco anos, aos 12, aos 16: quando você morreu pela primeira vez? Minha relação amistosa com a morte vem justamente do exagero de amor que tenho pela vida, pela profunda capacidade de regeneração que me trouxe até aqui, habilitada para extrair alegria das mínimas coisas e êxtase das maiores. É por já ter morrido muito que vibro quando o telefone toca, quando o dia amanhece com sol, quando vejo os amigos, quando pratico exercícios, quando aprendo uma atividade nova, quando acerto, quando sorrio, quando comemoro. Não é só a iminência de uma morte definitiva que nos faz valorizar cada dia respirado, mas também as sucessivas mortes pontuais, aquelas que nos dão o passe para finalizar a próxima jogada com mais êxito. Morreu? Nasce um novo começo."

quarta-feira, 18 de junho de 2014

O Último Jogo...

Bonitinho!!! Meu filhote que ama futebol, adorou...The Last Game ,novo filme da Nike ,os melhores do mundo salvando o futebol arte...

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