segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Penso...

theyellowdoorpaperie:

(via msmcporkchop, emmawho)
 
Imagem via Tinywhitedaisies
"Loucas, era tudo o que desejávamos ser, não fôssemos obrigadas a levar a vida tão a sério. Afinal, alguém tem que monitorar essa baderna aí fora." 
Martha Medeiros

Boa Semana...

Via Tinywhitedaisies

Sessão Patchwork-Tas...

Falando em horário de verão...Logo nos primeiros dias bate uma preguicinha até que tudo entra nos eixos...Adorei a coluna do Marcelo Tas "O avanço tecnológico da preguiça", que trata de outro tipo de preguiça...Que ao invés de passar, avança...rsrs.Interessante...Leia sem preguiça...Pode ajudar com os filhotes...
"Fala-se muito do avanço da tecnologia. E pouco do avanço da preguiça impulsionado pelo avanço tecnológico. Aliás, desde tempos imemoriais, a tecnologia sempre esteve diretamente ligada à preguiça de fazer trabalhos braçais, cerebrais ou “pernais” e outros “ais”.
Nossos antepassados distantes, os homens das cavernas, logo depois de aprenderem a andar eram obrigados a aprender a… correr! Adultos e crianças tinham que ter o físico em dia para não virar refeição dos tigres-dentes-de-sabre. Aí, inventaram a roda e pimba: o vírus da preguiça foi introjetado na alma humana. Hoje cá estamos, a imensa maioria de seres no planeta, levando a vida sentados em poltronas, automóveis, escritórios... Agradecendo todos os dias ao inventor do controle remoto, da batata frita no saquinho e do ar-condicionado.
Não ria, a situação é delicada. Dia desses fui até uma concessionária de automóveis para tentar realizar o sonho de encontrar um carro que oferecesse mais conforto para eu enfrentar o terrível trânsito da cidade de São Paulo. Rezava para o vendedor aparecer com um modelo de veículo que fosse uma réplica do meu escritório ou, pensando melhor, da minha sala de estar, com sofá, mesinha de centro, acesso à internet, TV, videogame e frigobar. Ele não tinha esse modelo, mas apareceu com uma novidade mais bizarra. Em pleno test drive, o rapaz da concessionária me apresentou ao “detector de chuva”. Sim, este é o nome do acessório de luxo. Ao sinal do mínimo chuvisco, uma célula detecta a presença de vapor d’água na atmosfera e liga o limpador do para-brisas! Fiquei estarrecido e disparei a pergunta inevitável: mas… pra quê?!?
Depois de anos de evolução, o ser humano precisa de um acessório para poupar o seu cérebro de pensar – nossa, vai chover… – e apertar um botãozinho no painel do carro?!? O vendedor riu, cons­­trangido com a minha pergunta, mas não totalmente de acordo com a minha indignação. Não tenho dúvidas de que, nesse instante em que você lê essas linhas, milhares de pessoas estão inventando coisas novas para a gente não precisar se movimentar. Pior, para a gente não precisar nem pensar! Veja a tragédia que se abateu sobre os motoristas de táxi depois da invenção do GPS. Tornou-se impossível transitar pela cidade sem que o motorista seja ludibriado pela fé no aparelho.
A dificuldade de locomoção pelas grandes cidades sempre existiu. Antes, o motorista consultava o guia das ruas e os próprios colegas para aprender os novos trajetos. Agora, com preguiça de pensar, deixa o GPS pensar por ele. Só que o GPS, assim como o motorista, foi fabricado por humanos e, portanto, também erra! Juntos, GPS e motorista, erram cada vez mais. E fingem que nenhum dos dois tem nada a ver com isso!
Espero que você tenha seguido o meu raciocínio e comece a observar à sua volta. Especialmente o comportamento dos seus filhos que já nasceram nesse mundo de facilidades e confortos tecnológicos. É importante que nós, preguiçosos ancestrais, os pais dos filhos da geração digital, reconheçamos o fato inquestionável do avanço tecnológico da preguiça. E lutemos para não virar usuários de “detectores de chuva”. Antes que seja tarde, pessoal, com todo respeito, eu os convoco para uma missão importante: vamos mexer a bunda!"

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Penso...

(via Pin by Cassie on Summer | Pinterest)
Imagem via Tinywhitedaisies
"Há um tempo em que é preciso
abandonar as roupas usadas
Que já tem a forma do nosso corpo
E esquecer os nossos caminhos que
nos levam sempre aos mesmos lugares
É o tempo da travessia
E se não ousarmos fazê-la
Teremos ficado para sempre
À margem de nós mesmos"
Fernando Teixeira Andrade

domingo, 12 de outubro de 2014

Sessão Patchwork- Um acordo com a infância...

Um dia especial, nada melhor que uma coluna especial e vinda de Martha Medeiros...Em "Um acordo com a infância", comenta sobre as lembranças boas e  as não tão boas...
ohhelloyouprettythings:

bluebell meadows (by gingerlillytea)
 
Imagem via Tinywhitedaisies
"Tenho um amigo que só lembra coisas maravilhosas da sua infância, desde um balanço que havia no pátio da sua casa até os aromas inesquecíveis do café que a avó preparava todas as tardes. Suas memórias parecem um comercial de panetone. Teve uma vez em que nós, da turma, nos irritamos com ele. Vem cá, você não lembra a vez em que seu pai te colocou de castigo sem razão, da vez em que você foi o único a não ser convidado para o aniversário de um colega de aula, da vez em que todos os seus primos combinaram de fingir que não ouviam nem enxergavam você, de como você morria de vergonha das espinhas, de quando escutou uma tia chamando você de filhote de cruz-credo? Ele respondeu: não.
Ele não lembra essas coisas porque elas não aconteceram, mas certamente ele vivenciou algumas outras humilhações, teve que engolir raivas, sentiu-se desprotegido. Só que ele fez uma edição caprichada do filme da sua vida: deletou os maus momentos e salvou a parte boa, e é somente sobre ela que comenta com os amigos. Mesmo a infância mais idílica tem seu lado soturno. O filho do meio que se sentia negligenciado pelos pais. A menina que era obrigada a se vestir de princesinha quando queria mesmo era jogar bola com os garotos. A vez em que o violão tão esperado não veio: Papai Noel trouxe uma gaita de boca. Sem falar nas questões barra pesada: fome, abusos, perdas. Todo adulto é o resultado de uma criança que, mesmo tendo tido avós rechonchudos, bolos, pracinhas, piqueniques, vira-latas, árvores de Natal e castelos de areia, teve que ser muito homem antes da hora. Ou muito mulher. Aí crescemos e há duas opções: ou saboreia-se a vida, ou suporta-se a vida. Essa sutil diferença de verbo e de postura é consequência do quanto esse adulto conseguiu entrar num acordo com a própria infância. Se até hoje ele não perdoou o colega que o difamou na hora do recreio, se continua acreditando que teve culpa pelo atropelamento do cachorro e se não se conforma de nunca ter recebido um abraço do pai, vai continuar arrastando correntes vida afora, preso a um passado que já foi, já era, e que não vai mudar. Meu amigo negociou do jeito dele: jura que nada de ruim o afetou na infância, nada, zero, nem o beijo negado pela namoradinha do bairro, nem a vez que quebrou o braço na rua e ficou na porta de casa esperando que alguém chegasse, nem de quando sua mãe esqueceu de buscá-lo na escola. Ele conseguiu essa proeza: superar o fato de sua mãe ter esquecido de buscá-lo na escola no dia em que completava oito anos. Temos vontade de esganá-lo por ser uma criatura tão elevada. E ele, rindo, nos chama de crianções, nós que ainda não aprendemos, como ele, a deixar os dodóis do passado para trás."

sábado, 11 de outubro de 2014

Penso- Dia da Crianças...

Imagem via Tinywhitedaisies
"Ser criança é acreditar que tudo é possível.
É ser inesquecivelmente feliz com muito pouco.
É se tornar gigante diante de gigantescos pequenos obstáculos.
Ser criança é fazer amigos antes mesmo de saber o nome deles.
É conseguir perdoar muito mais fácil do que brigar.
Ser criança é ter o dia mais feliz da vida, todos os dias.
Ser criança é o que a gente nunca deveria deixar de ser."
(Gilberto do Reis)

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Bom Final Semana...



Via http://casatreschic.blogspot.com.br/

Sessão Patchwork-Comida no Prato...

Falando em jardins e sonhos...A coluna da Martha Medeiros "Comida no Prato", fala da vontade de viver...Ou a fome de viver...Que tem a ver com sonhos também...Retalhos...
suziebeezie:

green gate
 
Imagem via Tinywhitedaisies
"O ser humano aceita a ideia da morte (real ou figurada) apenas quando não se reconhece mais como um faminto, quando o corpo cansa, a mente falha e a alma pede pra sair. Quando não há mais vontades, desejos, planos. Quando não vê mais necessidade de alimentar-se do que a vida oferece – música, cinema, amigos, natureza, sexo. Quando não há mais um sonho para renovar a energia, um projeto passível de realização, nenhuma esperança de que amanhã tudo possa mudar. Quando a sensação for de completo enfado. Quando não houver mais comida no prato.
Será que esse dia chega, mesmo?
Às vezes me consola pensar que sim, que chegará o dia em que estarei esgotada de tantas emoções vividas, de tanta agitação em volta, e a ideia de descansar em paz não será tão aterrorizante. Trabalho feito, missão cumprida, uma vida aproveitada até a rapa – o que mais se pode querer? A comida some do prato e levantamos da mesa sem a sensação de estarmos nos antecipando. É um plano de retirada maduro e consciente.
Porém, converso com pessoas que estão na chamada terceira idade e elas me dizem: não mesmo. Não é assim. “Quero mais”, dizem todas elas, mesmo com artrite, catarata, andando de bengala. “Quero mais.” Alcançam o seu prato para o chefe da cozinha e exigem uma porção adicional, e mais uma, e outra, e de novo. Quem ousará acusá-las de fominhas?
Para quem encara o fato de ter nascido como um privilégio, para quem não permite que suas potencialidades, mesmo reduzidas, sejam vencidas pelo desânimo, para quem domina a arte de temperar o convívio com as pessoas que ama nunca chegará o dia de declarar-se satisfeito. Aos 79, aos 84, aos 91, aos 98: enquanto a vida parecer suculenta, ninguém há de cruzar os talheres."

Penso...

(via soverypretty) 
Imagem via Tinywhitedaisies
"Todo jardim começa com um sonho de amor. Antes que qualquer árvore seja plantada, ou qualquer lago seja construído, é preciso que árvores e os lagos tenham nascido dentro da alma. Quem não tem jardins por dentro, não planta jardins por fora. E nem passeia por ele..."
Rubem Alves

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Sessão Patchwork- Ainda confundo amor com apego...

O limite entre o amor e o apego...Limite que certas ou muitas vezes temos que treinar...Principalmente quem tem filhos...Filhos que estão crescendo... Ai, ai, ai...Carpinejar  em sua coluna "Ainda confundo amor com apego", demonstra que não sou a única a ter que exercitar a diferença entre esses dois sentimentos...Retalhos...

(via mrsamberapple) 
Imagem via Tinywhitedaisies
"Sou chato para a esposa e filhos. Mas não tem jeito. Quando um deles viaja, sempre digo que conheço alguém onde eles estão indo e alcanço o endereço e o telefone em caligrafia caprichada.
É uma regra de meu paternalismo: cuidar excessivamente daqueles que amo, a ponto de sufocar.
Tenho tendência de Google Maps.
Entendo que estou sendo prevenido, eles entendem que estou sendo paranoico.
Se a minha mulher parte para a Argentina, logo saco de minha caderneta de contatos quem eu conheço de lá.
– Olha, tenho esses amigos argentinos. Quando precisar de qualquer coisa, não deixe de procurá-los.
Entrego o papel com os endereços e um mapinha. Chego a avisar os hermanos de que ela está indo e para ficarem a postos. Converto uma situação eventual (último caso) em prioridade.
É óbvio que ela jamais vai telefonar. Não há esperança. Não há sentido na proposta.
Ela não pediu nada, sabe se virar sozinha, tem seus próprios amigos e conexões. Mas não canso de repetir o rito a cada viagem.
Ela decidiu aceitar para gerar menos trabalho. Dobra o papel para nunca mais encontrar em sua bolsa. Eu, louco de pedra, tento ver em que zíper colocou o recado para lembrá-la mais adiante. Vá que me diga que perdeu a folhinha...
Minha filha vai para o Chile, faço um rastreamento dos conterrâneos no país de Neruda e já providencio uma lista de retaguarda.
Ela se ofende com razão, transmito a impressão de que não confio nela, concedo tratamento de menor de idade, instauro um clima de suspeita que não fortalece o relacionamento.
Eu atropelo a confiança com o controle que vem do meu medo. Eu retiro a independência de qualquer um com meu protecionismo. Porque confundo ainda amor com apego. Apego é não sair de perto, amor é estar por perto."

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

O Doador de Memórias...

Ontem levei meus filhos ao cinema...Assistimos ao filme "O Doador de Memórias...
A trama mistura ficção científica, fantasia e drama...Ele conta a história de uma pequena comunidade que vive em um mundo aparentemente ideal, sem doenças nem guerras, mas também sem sentimentos. Uma pessoa é encarregada a armazenar estas memórias, de forma a poupar os demais habitantes do sofrimento e também guiá-los com sua sabedoria. De tempos em tempos esta tarefa muda de mãos e agora cabe ao jovem Jonas (Brenton Thwaites), que precisa passar por um duro treinamento para provar que é digno da responsabilidade. O elenco também conta com  Jeff Bridges e Meryl Streep. 
Gostamos muito do filme que traz uma séria de correlações e metaforicamente nos faz pensar. Bacana!
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