segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Boa Semana...

Via Tinywhitedaisies

Sessão Patchwork- Feliz Aniversário...

Refletindo com Martha Medeiros, em "Feliz Aniversário"...Procurando o lado bom...rsrs...
Imagem via Tumblr

"Ela sabe que é um pensamento improdutivo, mas mesmo assim se preocupa com a passagem do tempo, parece uma menina assustada diante do acúmulo de números que sua idade vem ganhando. Não entende onde foram parar seus 16 anos, seus 21, seus 29, seus 35, seus 42. Ora, onde eles podem estar? Todos ainda dentro dela. Ao assoprar as velas, a sensação é de que o passado também se apaga e um presente totalmente novo é inaugurado. Sendo virgem da nova idade, é como se estivesse nascendo naquele específico dia com pequenas rugas e manchas surgidas subitamente, e não trazidas do antes. Como se estivesse vindo ao mundo na manhã do festejado dia com os quilos, as dores e os limites de um adulto recém-nascido e com uma expectativa de vida mais curta, sem registro algum do tempo transcorrido até ali, aquele tempo que sumiu. Sumiu nada. Você tem seus 16 anos para sempre. Seus 21. Seus 25 e todos os outros números que contabilizou a cada aniversário: você tem oito anos, você tem 19, você tem 37. Você só ainda não tem o que virá, mas os anos que viveu ainda estão sendo vividos, são eles que, somados, lhe transformaram no que é hoje. Sua idade atual não é uma estreia, você não nasceu com esses anos todos que sua carteira de identidade diz que você tem. Só o dia do seu nascimento foi uma estreia. Desde então, você nunca mais saiu de cena. Ainda estão em curso seus primeiros minutos de vida. Você ainda sente o nervosismo das primeiras vezes, as mesmas dúvidas diante das escolhas, o afeto por pessoas que foram importantes lá atrás, a adrenalina dos riscos corridos. Nada disso evaporou. O ontem segue agindo sobre você, segue interferindo na sua trajetória. É a mesma viagem, a mesma navegação. O meio de transporte é seu corpo, e ele ainda não atracou. Mas e todo aquele peso extra que você um dia jogou ao mar? Não muda nada. A viajante que durante o percurso vem se desfazendo de algumas coisas continua sendo você. Aquele instante aos 19 anos ou aos 26 em que você cruzou o olhar com alguém que modificaria seu futuro continua acontecendo, o ponteiro continua se mexendo, o tempo não parou. Desiludem-se os amantes apaixonados que, quando se instalam num amor maduro, não encontram mais a mágica anterior que fazia o tempo parar, mas não se deve ser tão fatalista, você não tem 18 anos, ou 37, ou 53. Você tem 18, 37 e 53. No que tange o tempo vivido, não há “ou”. São várias idades contidas numa frequência cardíaca ininterrupta. Você chegou a uma idade gloriosa, a idade de entender que não existem perdas, só ganhos. Não existe envelhecimento, e sim desenvolvimento constante. O tempo não passa, ele está sempre conosco. O novo não ficou para trás, ao contrário, o novo está adiante: na vida que ainda está por vir."

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Boa Semana...

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Via http://sincerelyjules.com

Sessão Patchwork- Fabrício Carpinejar...

Neste domingo dei muitas e boas gargalhadas lendo para meu marido a coluna do Carpinejar..."Está ferrado: ela sabe tudo"...E, não é que é verdade?!
"Homem finge que presta atenção, já a mulher finge que não presta atenção. Ela grava tudo o que está acontecendo. Não precisa de câmera pela casa se você está casado. Sua companhia não depõe as armas, não descansa os ouvidos, não perde uma conversa. Ela lhe cuida mesmo quando é indiferente, ela lhe observa mesmo quando vira as costas, ela lhe ama mesmo quando parece não amar. Homem realiza uma tarefa de cada vez, mulher jamais se contenta com uma tarefa. Na aula de yoga, ela estará se alongando perfeitamente, cantando o mantra, respirando como um monge e também conferindo o estado de suas unhas, qual brecha marcará a manicure, o que almoçará, o que falta entregar do trabalho. Homem preocupado não dá conta nem de sua cãibra. Descobrirá sua onipotência auditiva na discussão de relacionamento. Na briga, ela lembrará o que você jurava que passou em branco. Trará o que você tinha certeza de que ela não percebeu. Comentará o que você confiava que não tinha sido registrado. Homem acredita na impunidade de seus atos. Se aquilo não foi dito no calor da hora, então está livre do julgamento. Que nada! Não existe prescrição de crime no mundo feminino. Ainda que demore meses, anos, décadas, um dia ela vai pedir explicações. Toda esposa é a justiça encarnada. Se ela não falou no ato não significa que não viu, somente não quis falar. Guardará a cena para devolver no momento certo. Seu hábito não é desmascarar uma mentira, porém preparar o flagrante. Pode suar frio, ela sabe. Pode treinar no espelho, ela sabe. Pode forjar álibis, ela sabe. Pode ensaiar com os amigos, ela sabe. Pode esperar que ela sabe. Mulher controla os detalhes, as palavras, revisa as frases, testa coerência e continuidade do seu raciocínio em minutos, checa seus antecedentes, cruza dados e fotos, verifica suas pequenas mudanças de comportamento, compara situações e respostas do histórico da relação. Ela vem com um aplicativo da Polícia Federal a mais no seu DNA. Se está distraída, esteja convicto de que está disfarçando. Homem simula que escuta, pega a última frase que escutou e improvisa. Mulher faz o maior dos esforços para se mostrar desinteressada. Sua sensibilidade não sossega um minuto. É uma capacidade monstruosa e maravilhosa de nunca se ausentar. É pior do que escoteiro: sempre alerta. É evidente que sua concentração absoluta tem efeitos colaterais: o estresse, a irritabilidade, as longas enxaquecas. Mas são consequências naturais para quem fica ligada dia e noite nas movimentações do amor.
Não tem como enganar uma mulher. A única chance é ela se enganar por vontade própria. "

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Penso...

Refletindo com David Coimbra...

"As crianças, às vezes, clamam pela punição, porque, ao puni-las, pais e educadores demonstram que zelam por elas. Punição justa não é maldade; é interesse, é cuidado, é atenção. As crianças brasileiras e o povo brasileiro estão carentes de punição, não de crueldade. Carentes de autoridade, não de autoritarismo. Punam os filhos do Brasil. Punam! E mostrarão que se importam com eles."
David Coimbra

sábado, 2 de agosto de 2014

Penso- David Coimbra

Imagem via Tumblr
"A única forma de levantar do chão um país justo é pelas crianças. Primeiro as crianças, o resto é o resto. O resto se ajeita com o tempo. Se o Brasil se dedicasse a salvar suas crianças, podia esquecer os adultos. Os adultos não têm mais salvação. As crianças, sim. O Brasil precisa pensar nas suas crianças, antes que os pais delas tenham de fazer como os pais da América Central. Antes que tenham de levá-las a uma outra nação, implorando: salvem as nossas crianças, porque nós não podemos mais salvar." David Coimbra

Corrida: Tudo de bom...

 
"Estudos recentes comprovam que correr tem como principal benefício, mais do que manter o corpo saudável, ativar os complexos circuitos do cérebro. Se a prática deixa a pessoa mais motivada, pela sensação de prazer que vem da produção de dopamina, o humor também fica mais regulado, com a liberação de serotonina, neurotransmissor que, em baixos níveis, é fator para o desenvolvimento de quadros depressivos e de ansiedade. Além da liberação do hormônio cortisol, que alivia o estresse, a corrida também melhora a qualidade do sono."
Fonte:http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo

terça-feira, 29 de julho de 2014

Sessão Patchwork- A janela adesivada da minha adolescência...

Falando em "fases" da vida...Li e me diverti com o texto "revive" de Fabrício Carpinejar...Como "menina" pouco rebelde, não foi tanto o meu caso...Mas, foi bem assim com amigos, irmão...Simples assim...rsrs..."A janela adesivada de minha adolescência"...

 
Via Tumblr
"Visitei a casa do meu passado onde mora a mãe. Sempre que entro no meu quarto é como se regredisse no tempo. Os móveis do jeito que deixei, a estante com os livros de Castañeda e Hermann Hesse, as gavetas com cartas e fotos de amores antigos, os quadros de Brecht e Che Guevara. Fui abrir as janelas para tirar o cheiro de guardado de décadas e permitir o sol entrar. Ao pentear as cortinas ao meio, eu me dei conta de que não dava para ver nada. Lembrei que, como adolescente em minha época, adesivei todo o vidro. Participei da febre e da moda entre os jovens dos anos 80: colar adesivos de lojas, de rádios e camisetas, sorteados em promoções. A vidraça inteira coberta de propaganda. Não havia nenhuma frincha para escapar o olhar ao pátio. A vidraça abarrotada como uniforme de piloto de Fórmula-1. A vidraça cheia como um álbum de figurinhas gigante. A vidraça pichada de slogans e apelos comerciais. Não faz muito sentido hoje, mas traduzia uma das primeiras demonstrações de emancipação adulta. Afrontávamos a estrutura dominante, careta e organizada da família. Como não contávamos com o direito de escolher a cama, a escrivaninha, a colcha e o armário, partíamos para personalizá-los. Ou seja, estragá-los com nossa desobediência. Os pais reclamavam de nossa mania. Para eles, significava lesar a conservação dos espaços e impedir a limpeza. Nem havia mesmo como tirar depois. Ficava eternamente na película com sua cola aderente, grudenta, que só esponja de aço seria capaz de remover. Pôr adesivo tinha o mesmo peso de uma tatuagem e um piercing. Uma transgressão, uma clara discordância doméstica, sinal de que crescíamos e que desejávamos nossa independência, nosso caos, nossa bagunça, expor as nossas preferências. Realizávamos escondidos, distanciados da censura dos mais velhos. Entre os colegas de escola, disputava os decalques. Se recebia um novo, de formato diferente, já festejava e esnobava diante da turma nos grupos de estudo. Os mais chinelos eram os de postos de gasolina, os mais venerados eram os de jeans com frases de efeito: “Liberdade é uma calça velha azul e desbotada, que você pode usar do jeito que quiser”. A janela adesivada ilustrava o isolamento do adolescente, que cria um forte em seu quarto, uma trincheira de seus gostos, apartando-se cada vez mais do resto da residência até sair em definitivo. Explicava o quanto vivíamos para dentro, em nossos devaneios. A paisagem não existia, unicamente nossas ideias, fantasias consumistas e palavras de protesto. Período saudoso quando morava apenas em meus pensamentos e acreditava que o mundo deveria me obedecer."
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