terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Penso...

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Via Betty's

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Boa Semana...

 
Via Casa Très Chic

Sessão Patchwork- A Invisibilidade da Limpeza...

Faxinão de Natal...De final de Ano...Carpinejar tem razão...A Invisibilidade da Limpeza...Boa coluna...Boa reflexão pra começar a semana e terminar o ano...E, começar outro...
Imagem via Tumblr
"A solidão é como limpar a casa: ninguém percebe,por mais que tenhamos a vontade imperiosa de apresentar o que fizemos.Quando faxino a residência, sempre vou me decepcionar com a reação da esposa e dos filhos. Não entendo como ainda insisto, e eles não têm nenhuma obrigação de ficar me elogiando.Mas é que me esforcei desmesuradamente em colocar o lar em dia e gostaria de ser parabenizado, festejado,aplaudido.
Eu limpo os interruptores, passo um pano nos azulejos da cozinha, esfrego o teto, elimino manchas ancestrais das panelas,espano as estantes mais altas.Queria fazer uma exposição dos meus atos, uma visita guiada de museu pelo apartamento para meus familiares, mostrando, detalhe a detalhe do que realizei.
Imagino-me caminhando lentamente,com a comitiva atrás de mim, interessada por cada mudança sutil:– Aqui eu organizei as gavetas, aqui eu levantei a bancada para tirar o pó,aqui empurrei a geladeira e recolhi fragmentos de copos, aqui encerei com aquele produto novo, recomendo, é ótimo!, aqui esfreguei os vidros pelo lado de fora, acompanhe os cantos da veneziana...
Demonstraria o antes e o depois e reconstituiria toda a lavagem do ambiente.Como se fosse um corretor descortinando o apartamento pela primeira vez aos interessados.
Concluo que é uma tola quimera de minha parte.Eles entram pela porta, apressados de seus mundos, e apenas lançam um olhar geral e pouco curioso. Comentam, de modo resumido: – Que lindo!
Deu! Acabou o reconhecimento com uma breve fungada pelo perfume composto de lustra-móveis, vanilla e detergente.
Eles cheiram mais do que olham.Limpar a casa é ser invisível, é um contentamento muito particular, como a nossa solidão.Só você mesmo que segurou a vassoura ou controlou o tubo do aspirador saberá o quanto foi difícil retirar aquela cabeleira do ralo, não terá com quem partilhar, é um segredo. Só você mesmo que ficou de quatro esfregando o piso saberá o quanto o brilho é de lua cheia.Só você mesmo que usa a tática do jornal para transparecer a vidraça saberá oque significa a transparência. As pessoas somente notam quando a casa está bagunçada, jamais quando está limpa. Assim como você somente repara na geladeira quando algo apodrece dentro, jamais quando está carregada com as frutas generosamente lavadas. A faxina é a aceitação do tempo que temos que guardar para nós. É uma aula sobre amadurecimento. Transformamos a nossa personalidade não para agradar alguém, e sim porque sentimos vontade de melhorar. Mudanças silenciosas, porém necessárias. Nem tudo será reconhecido. Mesmo assim, faremos por conta própria, para a nossa satisfação.Há alegrias que são unicamente nossas.Não dependemos dos outros."

Bem Vindo Verão!!!

Via Tumblr

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Boa Semana...



Via Chic Decó

Sessão Patchwork- S.O.S. Maternidade...

Falou e disse...Ou melhor, escreveu...Linda e verdadeira a coluna do Carpinejar, "S.O.S. Maternidade"...Reflexão total sobre o assunto, em nome de nossas crianças!!!
"O que tenho de amigas, entre 20 a 35 anos, que estão desesperadas para ter um filho.
Dizem que a principal aspiração é engravidar. Contam que incham os seios ao imaginar o berço perto da cama. Não passam impunes diante de um carrinho ou de uma barriga de gestante na rua. Mas nenhuma delas mais acredita no amor. Não apostam na convivência. Se pintar um namoro é lucro, mas todo o investimento e o esforço jogam para a maternidade.
Julgam o filho indispensável. Por sua vez, o marido é tratado como secundário e, infelizmente, irrelevante. Elas não pretendem sofrer com as desventuras, as separações, a rotina em comum. Buscam atalhar, cortar caminho e ir direto ao ponto. Partem da certeza de que não dependem de nada (nem namorado, nem emprego, muito menos estabilidade). Podem recorrer à inseminação ou a um caso em que assumirão os riscos.
O que considero uma grande pena e um monumental capricho. E incluo neste processo também a adoção, que pede o equilíbrio da gangorra.
Não podemos subestimar a paternidade. Não podemos menosprezar a educação que vem do amor.
Antes de encontrar um pai para ter um bebê, deve-se amar uma companhia que se tornará pai por merecimento. E definir um pai é mais do que preencher uma linha da certidão de nascimento, é garantir o sentido da vinda ao mundo para a criança.
O filho é o resultado da intimidade, a consagração da confiança do casal, não uma solução para todas as carências de uma mulher.
Se não suporta as carências de uma relação, como tolerar as demandas infinitas de um filho? A convivência do casal é a preparação para a convivência com um filho.
Querer ter um filho somente para si não é prova de independência, e sim um apelo infantil para apressar a maturidade. Ninguém é onipotente e autossuficiente para dar conta – absolutamente sozinho – do desafio da criação.
É lindo sonhar com o enxoval, o chá de fraldas, a mão no ventre, os primeiros dos primeiros movimentos. Só que o filho precisa ser visto, desde o início, como um futuro adolescente, um futuro adulto, um futuro de conflito e oposição.
Filho não é maleável, um ser vazio para transferir arquivos. Já vem com temperamento: seu grito no nascimento é personalidade, seu riso é personalidade. E parte da personalidade do pai estará sempre ali, estando próximo ou não.
Não se tem um filho, aceita-se um filho. Requer uma responsabilidade ininterrupta, sem um dia de folga. Atirar-se para a maternidade ansiosa e inconsequentemente é um erro que gera outros erros. E não adianta esperar que a terapia resolverá tudo, a função da terapia é resolver durante os problemas.
A figura paterna representa um sadio contraponto, uma distinta possibilidade de admiração e de influência, que aumenta as chances de escolha do rebento.
Nem estou falando em “ajudar a cuidar”, expressão usada preconceituosamente para a paternidade. No casamento, homem não é coadjuvante da casa, foi um dia, mas não é mais. Tem solidão suficiente e dedicação ao lar para superar a imagem de simples apoio. Homem não é pai para acordar de madrugada ou trocar as fraldas. Não deve ser restringido à troca de turno. É importante para orientar, aconselhar, proteger, inspirar, planejar, fazer junto.
Assim como o pai é fundamental para a mãe não sufocar de amor sua criança. Retira aquela exclusividade doentia, aquela adoração desmedida, aquele monopólio da atenção. Pois a criança quando sozinha e afastada de um pai acaba substituindo as diversas necessidades psicológicas e projeções da mulher. Recebe o fardo de ser o único da vida de sua mãe. Não apenas o filho único, o único mesmo! Um rei condenado a assumir o trono ainda pequeno, antes mesmo de descobrir quem é."
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