sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Sessão Patchwork- Um Menino Morto na Praia...

Marcos Piangers reflete e dá a dica... 
Imagem via  uol 

"Vai acontecer de novo. Vai aparecer no jornal, nos sites de notícia. Vão avisar que as imagens são fortes. O menino sírio morto na praia da Turquia, com o rosto enterrado na areia. As ondas batendo em seu pequeno corpo. Cartunistas farão desenhos em homenagem. Alguém vai compartilhar na sua timeline. Você vai sentir um nó na garganta.
Vai acontecer de novo, como sempre acontece. Vai estar na retrospectiva de fim de ano. Vamos lembrar e lamentar. Vamos sentir vergonha de ser gente. De termos parte naquilo. Brindaremos a chegada do novo ano, abraçaremos nossos queridos. Ano novo, vida nova. Que venham as tragédias de 2016.

Vai acontecer de novo, e de novo. Pra sempre, vai acontecer. A culpa é de um governo violento, de uma organização geopolítica sectária. A culpa é de um pai irresponsável. A culpa é nossa, porque somos racistas também. Não gostamos de imigrantes. Não gostamos de forasteiros. Cada um com seus problemas.
Vai acontecer de novo. Vamos compartilhar textos, fotos, desenhos. Vamos chorar as mortes. Vamos tocar a vida. Vamos trocar de carro. Vamos cuidar dos nossos. Vamos fazer a nossa parte. Vamos mudar de assunto. Bola pra frente.
Vai acontecer de novo, em outro lugar, com outra criança. Não quero que aconteça, mas sei que vai. E vamos lamentar. E discutir e escrever sobre. E vamos prestar homenagens. Esta é a minha pra você, garotinho. Não quero esquecer de você. Quero ser melhor, por sua causa. Cuidar dos outros, tratar bem a todos. Ajudar os que precisam. Dividir.
Não quero que aconteça de novo. Não pode acontecer de novo. Não vai."

Menino Sírio...

Via UOL

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Sessão Patchwork- Olha, Pai...

Refletindo com Piangers... "Olha, Pai"...

"Meu filho não sai do iPad. Meu filho não sai do videogame. Meu filho não sai do celular.
Meu filho não sai da frente da televisão. Nossos filhos não saem de dentro dos aparelhos eletrônicos que compramos com dinheiro suado em 10 vezes na loja de departamentos.
Nossos filhos lembram alguém?
Lembram nós mesmos. Nós também não saímos da frente do celular. Não desgrudamos os olhos da TV. Estamos sempre no computador. Esses dias, aconteceu a cena mais triste e engraçada: minha filha dizia “olha, pai!” pela décima vez, enquanto eu lia e-mails do trabalho no celular. Ela, então, veio até a minha frente e se abaixou até ficar atrás do celular, de forma a entrar no meu campo de visão. “Só ficando aqui atrás do celular pra você olhar pra mim.”
Foi só mais um tapa na cara do papai, entre tantos que minha filha me dá. Cada tapa desses me faz um pai melhor. Passei a notar em casa, no restaurante, nos almoços de família: as crianças dizem “olha, pai!” o tempo todo. Estão pulando em um pé só, olha, pai! Estão descendo uma rampa correndo, olha, pai! Estão fazendo caretas engraçadas, olha, pai!
Nossos filhos não saem da frente dos eletrônicos porque olhamos pouco pra eles. E, quando pedimos pra que larguem o celular, o iPad e o joystick, é pra que eles comam, ou tomem banho, ou façam a tarefa escolar. Todas, atividades chatíssimas para uma criança. Sair do celular pra jantar, faça-me o favor! Nem você faz isso.
Experimente pedir pro seu filho sair do celular para fazer algo com você. Não uma obrigação, mas alguma coisa divertida. Algo que te faça realmente olhar pra ele, prestar atenção no que ele diz e faz. Experimente estar ali de verdade, sem o celular. De forma que ele não vai mais precisar gritar “olha, pai!”. Porque você já vai estar olhando."

domingo, 23 de agosto de 2015

Sessão Patchwork- Minha Inércia Mais Respeitada...

Boa lembrança de Maria Rita Horn...Vamos começar o treino nesse inicio de semana..."minha inércia mais respeitada"...

Perto das 20h, minha mãe perguntava: "Já pôs a mesa?". Lá em casa, a gente não costumava jantar uma refeição como a do almoço, mas, ainda que fosse uma xícara de café com leite e um cacetinho com queijo, o ritual era sempre o mesmo: preparar o local onde todos sentariam juntos para comer e conversar sobre o dia que passou. Quantas vezes da semana a gente ainda faz isso atualmente? Em quantos períodos da nossa vida atropelada realmente prestamos atenção no que estamos comendo ou, melhor, aproveitamos para que este seja um momento de dividir a refeição como uma experiência social?
Se tem um momento em que eu, esta pessoa que gosta de correr, andar de bike e caminhar, respeito a total inércia, é hora de fazer uma refeição. Não vou mentir que algumas vezes, na pressa, eu me agarro em um sanduíche no meio de um percurso entre uma atividade e outra. O importante é lembrar que seja uma exceção. Se você faz isso constantemente, deixa eu contar: na quinta-feira, um estudo da Universidade de Surrey, na Inglaterra, mostrou que comer andando aumenta a ingestão de alimentos ao fim do dia, o que, parece óbvio, pode causar aumento de peso. Isso porque, ao nos distrairmos, perdemos a noção da quantidade do que é ingerido ao longo do período. A pesquisa também mostrou que fazer isso aumenta o apetite.
O antropólogo José Manuel Sobral disse uma vez, em entrevista a um portal português, que comer à mesa é um ato de intimidade. Concordo e acredito que, como toda ação desse tipo, requer paciência e disposição das pessoas. Fico pensando o quanto estamos menos abertos a exercitar a proximidade nas relações e se a indisponibilidade para sentarmos ao lado de um grupo de pessoas e curtir um prato bonito de comida não é reflexo disso.
Não moro mais na casa da minha mãe e não faço mais parte daquele ritual específico. Mas o hábito da intimidade se construiu ali naquelas noites regadas a leite com café passado e cacetinho comprado na mesma tarde. Todos ali dispostos após a ordem de "põe a mesa"."

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Penso...



Via Casa Très Chic

Penso...

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Via Betty´s

Sessão Patchwork- Gambá com Gambá...

Acho que é por aí...Viva as semelhanças, também! Martha Medeiros reflete as semelhanças em "Gambá com Gambá"...Adorei! 
"Eu já arranquei o adesivo “vive la diference” do vidro do meu carro. Agora quero seguir viagem com quem celebra as semelhanças.
Que os opostos se atraem, não tenho dúvida, mas compensa essa teimosia? Semanas atrás, conversei com uma mulher inteligente, divertida, com mais de 60 anos e três casamentos nas costas. Ela me disse que até hoje sente falta do primeiro marido, com quem tinha afinidades infinitas e viveu uma relação sólida e longeva. Lamenta ter abandonado esse casamento para sair atrás de aventuras, pois, segundo ela, não adianta querer inventar:  Gambá gosta de gambá, elefante gosta de elefante, é assim que os pares funcionam.
Tenho visto muito gambá com coelho, gaivota com jacaré, urso com leopardo, e o resultado dessas parcerias é um misto de excitação com frustração. O diferente nos desafia, mas também nos cansa. É comum nos abrirmos para esse tipo de arranjo quando somos jovens e propensos a viver perigosamente, mas vamos combinar que, depois de tanta batalha para encontrar o amor ideal (supondo que ele exista), melhor encurtar o caminho e se contentar com o óbvio: girafa com girafa, morcego com morcego.
Acredito que alguém que gosta de ler pode se entender com aquele que não gosta, que quem acorda cedo pode se dar bem com quem dorme até o meio-dia, que quem é viciado em esportes pode se encantar por um sedentário – mas um desacordo por vez. Reunir todos esses antagonismos num único casal é provocar o destino. Não tem como ele sorrir para uma dupla de desajustados.
Eu já arranquei o adesivo “vive la diference” do vidro do meu carro. Agora quero seguir viagem com quem celebra as semelhanças.
Em se tratando de amigos, colegas, ídolos e outros que compõem o elenco das minhas relações, a diversidade de ideias e de gostos me atrai. Mas para dividir comigo o volante, intimamente, melhor evitar duelos. Que nós dois gostemos de estrada. Que nós dois gostemos de dormir à noite. 
Que nós dois gostemos de sexo. Que nós dois tenhamos uma visão aberta da vida, sem posar de donos da verdade. Que nós dois gostemos de música boa. Que nós dois gostemos de ir ao cinema. Que nós dois não precisemos de muito luxo para ser feliz. Que nós dois gostemos de conversar um com o outro. Que nós dois gostemos de praia. Que nós dois gostemos de natureza. 
Que nós dois gostemos de Londres. Que nós dois gostemos de rir. Que nós dois não sejamos preconceituosos. Que nós dois tenhamos consciência de que estamos aqui de passagem e que é preciso aproveitar esse instante. Que nós dois não sejamos carolas nem apegados à dor. Que nós dois sejamos cuidadosos um com o outro, amorosos um com o outro. Que nós dois sejamos honestos. Que nós dois saibamos fazer uso moderado das redes sociais. Que nós dois não sejamos reféns de grifes, mas tenhamos bom gosto. Que nós dois gostemos muito de vinho.
Gambá com gambá."

domingo, 9 de agosto de 2015

Sessão Patchwork- Homens que Investem...

É por aí... Não tem jeito temos que acreditar que é por aí...Vamos confiar em Martha Medeiros..."Homens que Investem"....


Imagem via Algodão Tão Doce
"Filho é um investimento, sim, mas em outro sentido. Filho é uma aplicação rentável no quesito emoção. Filho é um investimento.
Se essa frase parece ter saído da boca de um esquimó, reconsidere. Não há nada de glacial na afirmação. Filho é, realmente, uma espécie de plano de previdência. Resta saber se você é bom investidor.
Algumas pessoas pensam em ter filhos por razões pragmáticas. A mais comum delas: “quem cuidará de mim no futuro?” Para muitos, o que importa é evitar ser abandonado numa casa de repouso. Só não sei onde essa gente descola bola de cristal para ser assim tão profética.
Filho é um investimento, sim, mas em outro sentido.
Filho é uma aplicação rentável no quesito emoção. Quando bebês, são uns fofos, apesar de exigirem um preparo físico de campeão de UFC. Tudo bem, papai é atlético o suficiente para engatinhar com seu filhote, rolar pelo chão, segurar no colo, levar nos ombros, carregar nas costas. Até que os fofos entram na adolescência.
Tudo bem, também.
Viram uns purgantes, mas pode ser animado. Eles lotarão a casa de amigos, desde clones deles mesmos até aqueles moleques estranhos que tocam guitarra, têm o cabelo vermelho e os olhos idem. Eles explicarão para você que Tóquio é muito mais radical que Paris. Deixarão o quarto bagunçado, mas um dia arrumarão, confie: até o próximo Natal aquele muquifo estará um brinco, e se você disser essa gíria na frente deles - um brinco - pediu: nada lhes dá mais prazer do que debochar do seu vocabulário vintage.
Eles fingirão que não sentem orgulho de você, mas conforme-se, faz parte do sigilo do negócio. Eles se meterão em encrencas, e você vai chamá-los para aquela necessária conversa que sempre começa com gritaria e termina em comoção. Eles ajudarão você a manejar o computador, o smartphone e o Netflix. Eles falarão mal das suas roupas, mas numa noite emergencial pedirão emprestado aquele casaco preto que custou uma fortuna e que você emprestará mesmo assim. Algum sacrifício? Caramba, nenhum, são seus filhos.
E eles virarão adultos, e o investimento será ainda mais recompensador. Eles farão coisas que você nunca teve coragem de fazer - e bem que quis. Eles terão ideias liberais demais até pra você, que sempre se julgou um revolucionário. Eles não compartilharão alguns segredos cabeludos, mas quando o problema for sério mesmo, irá ouvir; “pai, estou precisando de você”. E esta confiança é um lucro impossível de ser medido em cifras.
Hoje é domingo, dia calmo e propício para dar uma analisada nos extratos e avaliar se valeu a pena tanta preocupação, se não foi um preço muito alto ter aberto mão de um pedaço da sua liberdade, se a relação custo benefício compensou.
Ora. Fechando as contas, ninguém pode dizer que não sai dessa aventura mais rico."

Feliz Dia dos Pais...

Via Algodão Tão Doce

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Patchwork Musical- Learn To Fly...


"Looking to the sky to save me
Looking for a sign of life
Looking for something to help me burn out bright
I'm looking for a complication
Looking, cause I'm tired of trying
Make my way back home when I learn to fly high
Make my way back home when I learn to fly
Make my way back home when I learn to..."

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Penso...

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Via Betty´s

Sexto Sentido Materno...

Falando em "volta às aulas"...Filhos...Muitas preocupas se vão e outras vêm...Mas, incrivelmente temos um aliado...Nosso sexto sentido, a intuição...
Google Images
Ao engravidar, colocamos em prática nossa função biológica mais importante como fêmeas.
É a natureza agindo em nosso corpo. Talvez, por isso, todos os nossos sentidos fiquem mais
aguçados com a maternidade. Precisamos de olhos treinados para avistar, prontamente, nossa criança entre outras mil que brincam no parque; de ouvidos afiados para saber que tipo de choro nos chama; de tato rápido para evitar a queda; de paladar que se adapte ao sabor do que é saudável. Até o olfato, nosso sentido mais primitivo, é capaz de sentir e reconhecer o cheiro único e mais gostoso do universo: o da nossa cria.
Nós nos tornamos verdadeiras felinas, capazes de tudo para o bem-estar dos filhotes. E desenvolvemos um sexto sentido: a intuição, que pode ser explicada pela ciência como uma integração dos cinco sentidos e a mente racional. 
Com a maternidade, além dos cinco sentidos se tornarem proeminentes, o sexto nos torna aptas a perceber algo a mais, principalmente em relação aos nossos filhos. 
O meu funciona que é uma maravilha!!!

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Noite do Pijama...

As férias escolares de inverno acabaram...Tivemos muitas, muuuuitas "noites do pijama"...

Tudo começa quando eles passam a frequentar a escola e introduzem na casa a figura do miniconvidado, aquela criança que você nunca viu na vida e de repente chega de malinha e cuia para um dia, uma noite ou umas férias. Por tabela, surge um par de adultos com quem você é obrigado a se relacionar: os progenitores da criança. Eles não são seus amigos nem seus parentes. Mas são importantes para você porque vão receber seu filho na casa deles e também permitir ou não que o rebento deles faça a alegria do seu.
Os meus filhotes já estão maiores...12 e 10...Mesmo assim gostam da função...Uma comidinha diferente...Ficar acordados até um "pouco" mais tarde...A rotina muda...E, vale receber muito bem seus amigos...Mas, para crianças menores podem surgir alguns dilemas já esperados...Seguindo algumas dicas, tudo pode terminar em aprendizado e alegria...Veja algumas dicas no link...http://revistacasaejardim.globo.com/Casa-e-Comida/Colunistas/A-casa-e-sua-por-Bell-Kranz/noticia/2015/08/pequenos-convidados.html?folder_id=202
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